Eu sou burra por sentir sua falta, por lembrar de você a cada casal que vejo na rua de mãos dadas, sou burrar em persistir no mesmo erro de sempre. Eu queria que você me desejasse na mesma intensidade que eu ainda desejo-te; queria teu cheiro em mim. Talvez a vida tenha me metido nessa cilada chamado amor para me mostrar que tudo não é tão fácil assim, e que devemos cair e depois devemos levantar e seguir. Mas o problema começou quando eu vi que havia marcas, o problema começou quando eu comecei a mentir pra mim mesma dizendo que estava tudo bem, e que aquilo tudo ia passar, o problema passou a se agravar quando todos começaram a acreditar em mim. Eu sei que a cada dia que passa as coisas pioram, ficam mais difíceis, você se distancia mais e mais, e eu só posso assistir isso. E amanha vai doer ao dobro, porque você vai estar mais longe, mas com o tempo as coisas vão se acertando, as dores, os machucados vão se acomodando, até que eu não sinta mais a tua falta. Mas está demorando tanto, essas coisas poderiam desaparecer no mesmo modo que você partiu, rápido. Apesar de tudo, estou sendo forte, a vida me ensinou a ser forte, da pior maneira possível, mas me ensinou. A vida me ensinou também que eu tenho que sorrir, mesmo com o coração partido, mesmo nos dias nublados, me ensinou que eu não posso desistir na primeira decepção que aparecer, porque amanhã o sol pode aparecer, e mesmo que a lágrima esteja perto de aparecer, eu a seguro e continuo sorrindo, porque é nas piores horas que devemos sorrir, chorar não vai melhorar, não vai fazer passar, as lágrimas não tem utilidade. Você vai descobrir que a vida vale muito a pena, se você apenas sorrir. Maria Fernanda, i-nsana